quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PROJETO DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E AO BULLYING

                                      PROJETO DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E AO BULLYING
O Projeto de Prevenção à violência e ao Bullying foi desenvolvido nos meses de outubro e novembro de 2011 no Colégio Estadual Missões, situado em Santo Ângelo, RS, e se justifica frente aos desafios encontrados pelas instituições educativas no mundo contemporâneo: estudar o fenômeno bullying,  os personagens envolvidos, bem como ações preventivas que possam vir minorar esta violência na escola.
Além disso, esse trabalho monta-se de suma importância, pois visa buscar ações para o combate ao bullying, buscando formar uma cultura de paz no Colégio Missões.
O referido projeto foi criado e está sendo desenvolvido  pela Professora Débora Cattani Machado, orientadora escolar do turno da manhã, nas turmas 101, 102, 103 e 104 do Ensino Médio. Cabe salientar que conta com a participação da direção, vice-direção, supervisão, docentes que atuam no turno da manhã, funcionários e alunos.
Este post dá início à divulgação do projeto citado, em desenvolvimento, e que terá continuação com novos posts. O trabalho se iniciou com a projeção do filme: Bullying: Provocações sem limites, e a posterior reflexão acerca dessa obra.



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A população vislumbra diariamente cenas de violência apresentadas pela mídia, em todos os aspectos e, às vezes as divide em capítulos diários, para que se possa acompanhar, sem perder nenhum detalhe. A violência se apresenta de forma crua ou subentendida na fala, nos atos ou olhares das pessoas, e como não poderia deixar de ser, essa violência acaba “respingando” na escola, pois a mesma está inserida no contexto da sociedade.
Hoje, está se propagando tanto na mídia quanto nas escolas, inclusive de forma indiscriminada, muitas vezes, para designar um fenômeno não tão novo assim, chamado Bullying. A língua portuguesa não possui uma palavra para nomear essa problemática que está inserida no contexto social.
O fenômeno bullying é tão antigo quanto a escola, mas até bem pouco tempo atrás , quase nenhuma atenção se dava a essa prática ou às suas conseqüências. O pesquisador Dan Olweus, da Noruega estudou e realizou uma pesquisa acerca desse assunto e conseguiu conceituar o bullying, diferenciando de outras formas de agressão.
Segundo FANTE (2005), o conceito de bullying é “um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento”. Essa forma de violência, atinge, então, níveis globais e significa valentão, tirano ou tiranizar, amedrontar.
O bullying, então, trata-se de um conceito peculiar e bem definido, pois não se permite confundi-lo com outras formas de violência.  Ele apresenta características bem próprias como a repetição, o medo por parte da vítima, que geralmente se cala, além da  relação desigual de poder, causando traumas psíquicos ou físicos a essa, e podendo ocorrer em vários locais distintos, como no contexto familiar,nos locais de trabalho, nas forças armadas, prisões ou onde se estabelecerem quaisquer relações entre as pessoas.
O Bullying é um tipo de violência silenciosa que pode deixar marcas nas crianças e jovens que são vítimas, diariamente, desse tipo de agressão, como enfatiza Rolim:
O bullying é um tipo especial de violência que ocorre entre pares, sem motivação aparente e de forma repetitiva. Diz respeito não apenas às formas de violência física e às ameaças, mas também à humilhação e ao isolamento que promovem sofrimento psíquico. O fenômeno é universal e é muito comum nas escolas, embora possa ocorrer em outros espaços. Normalmente, não é percebido pelos professores e seus efeitos  podem ser devastadores. Sabe-se que autores e vítimas de bullying possuem chances muito maiores de condenações criminais quando adultos; o bullying está também muito ligado ao fracasso escolar e à evasão ( 2010   ).

O bullying pode se manifestar de diferentes formas: verbal, física, psicológica ou como cyberbullying. Todas essas ocorrências se mostram extremamente danosas às vítimas, com conseqüências tanto no presente quanto num futuro próximo.
Segundo NETO (2004), as vítimas tem medo de reagir às agressões  pois apresentam uma baixa auto-estima, enquanto o tempo e a regularidade das agressões contribuem muito para o agravamento dos efeitos. 
Convém destacar que muitos são os fatores que podem desencadear a prática do bullying, mas alguns fatores culturais podem auxiliar a compreender e a tomar consciência dessa prática. A cultura e a sociedade promulgam valores que se estabelecem como referência no contexto social. A cultura do individualismo, do prazer imediato  e do “ter”estão inseridas em nossa sociedade e assim acabam provocando um profundo abismo entre os seres humanos.
Nesses termos, cabe à escola propiciar ações que visem ao conhecimento do Bullying, seus efeitos e a conseqüente reflexão sobre essas questões como forma de combate e prevenção a qualquer tipo de violência e  à promoção da paz entre os sujeitos que convivem nesse espaço.